Blog dos Abraços

Algumas histórias que se abraçam.


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Gavetas

                                                                                  

       

Gavetas guardam segredos

 doidos

doídos

Procuro portas

Canto é explosão

Palavra é libertação.

                                                                    


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Da dor de ser mulher

Ela

Não teve alternativa
E  assumiu todas as dores
A dor da injustiça
A dor da incompreensão
A dor da violência
A dor do preconceito
A dor da violência
A dor da discriminação


Ao lutar pela felicidade
Conheceu o sofrimento
Ao optar pelo prazer foi apedrejada
Ao escolher a liberdade foi queimada
Ao reclamar  seus direitos  foi abandonada
Benditas sejam as Marias
As rainhas loucas e santas
As de todas cores
As de todos os credos
As poetas e mártires
São luzes para o remediável.
Dor é crescimento
Quem não passou por ela
Não viveu.

Fátima Campilho


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Abraços

Sempre recebe com um abraço.
Tem paciência para escutar e conta histórias como ninguém.
São recordações da infância em sua terra natal.
Chamam-na de Menininha.
Já passou dos oitenta.
Há marcas de sofrimento e de luta.
Olhos desconfiados e ternos.
Grande mulher!
Como quase todas daquela família,
são fortes, decididas e dominadoras,
 mas fraquejam diante da dor e do amor.
Avante, mulher guerreira!