Blog dos Abraços

Algumas histórias que se abraçam.


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Gavetas

                                                                                  

       

Gavetas guardam segredos

 doidos

doídos

Procuro portas

Canto é explosão

Palavra é libertação.

                                                                    


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Da dor de ser mulher

Ela

Não teve alternativa
E  assumiu todas as dores
A dor da injustiça
A dor da incompreensão
A dor da violência
A dor do preconceito
A dor da violência
A dor da discriminação


Ao lutar pela felicidade
Conheceu o sofrimento
Ao optar pelo prazer foi apedrejada
Ao escolher a liberdade foi queimada
Ao reclamar  seus direitos  foi abandonada
Benditas sejam as Marias
As rainhas loucas e santas
As de todas cores
As de todos os credos
As poetas e mártires
São luzes para o remediável.
Dor é crescimento
Quem não passou por ela
Não viveu.

Fátima Campilho


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E eu era feliz!

Não era bem isso que eu queria.

Fui sendo levada pelas circunstâncias. A minha intenção ao abrir esse blog não era ficar preparando esta salada que às vezes me incomoda. Tenho um blog pessoal no qual faço o que quero, das imagens aos textos, uma delícia, pena que falta tempo, porém não é público, somente alguns amigos têm acesso, e muito menos educativo, o verdadeiro diário, relato de experiências, impressões e reflexões pessoais.

Admiro a coragem de alguns que postam contos, crônicas e poemas na íntegra, sem autorização dos autores ou editoras, talvez seja por desconhecimento dos direitos autorais. Era exatamente isso o que eu fazia quando comecei.

E eu era feliz!

Quando quero que um aluno leia um livro, faço o quê? Conto ou leio a história com o livro escancarado para que se deslumbre com as imagens e se encante com o texto. Depois é aquela farra, ou melhor, guerra. Todos querem pegar o único livro de que disponho e levar para casa, tal qual um amigo, a intimidade é fundamental. E quando a paixão é avassaladora, nem querem devolver o livro, é natural.

Quem se interessa por resenha? O leitor? O professor? O aluno?

Todos querem mais é ouvir uma história bem contada, um poema bem declamado, umaleitura dramatizada ou talvez representada.

É claro que não posso exibir um livro todo aqui, mesmo porque não me pertence! Mas pedir autorização para trechos, um conto ou um poema de um livro de um mesmo autor, é um pouco demais!

Não se espantem, a revolta passa. Tudo porque queria mostrar a beleza de um poema de Roseana Murray sobre o pôr-do-sol.

PS: Post publicado no Blogstórias Essenciais.


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Férias

 P7160045  Pôr-do-sol no Rio São Francisco

“A escrita deve ter nascido da necessidade de não esquecer.”

Luis Fernando Veríssimo

Anotações esparsas em pedaços de papel quando disponíveis. O resultado não poderia ser outro: esquecimento.

Guimarães Rosa registrava a linguagem do povo em suas andanças. Levava lápis e caderno. Na maioria das vezes, eu nem levava a digital, quando estava com o celular, ainda tirava umas fotos. Estava lá para rever a família e as paisagens desde menina conhecidas. Muitas histórias para contar olho no olho, outras muito pessoais e há ainda as impublicáveis. A cada dia me convenço de que não nasci para escritora, sou mesmo uma contadora de histórias, preservo a tradição.

Este pôr-do-sol no Rio São Francisco foi uma das mais belas imagens clicadas. Não tomei banho em suas águas, no entanto, todos os dias, ia para a beira do rio olhar aquela imensidão, observar os pescadores, as lavadeiras, o mergulho das crianças, recordar o tempo em que levava até sabonete e me assustava com o burro que se refrescava acompanhado do dono que enchia as latas para abastecer os casebres. Ah, o Velho Chico não pode acabar!

A luz se arrasta para a escuridão.

A claridade retorna e traz consigo aquela beleza de cores, formas, sons e cheiros.

A calmaria recuperou minha energia e a esperança de dias pacíficos.

O rio é dela, da minha mãe alagoana.

O rio é de todas as mulheres desta terra farta e abençoada.

O rio é do nordestino que, embora sem muitas condições de superar a miséria, tem amor às suas raízes e se mantém na terra, com uma fé só compreendida por quem convive com este povo forte do interior.

Certamente, preciso voltar muitas vezes para desvelar histórias que ficaram adormecidas na memória coletiva.

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